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Categoria: Meio Ambiente

  • Pará registra maior exploração madeireira dos últimos cinco anos

    Pará registra maior exploração madeireira dos últimos cinco anos

    O estado do Pará registrou 60.664 hectares de exploração madeireira entre agosto de 2024 e julho de 2025, a maior área desde o ciclo 2019-2020. Além disso, o resultado representa um aumento de mais de 40% em relação ao ciclo anterior, de agosto de 2023 a julho de 2024.

    Divulgados nesta quarta-feira (4), os dados são do Sistema de Monitoramento da Exploração Madeireira (Simex), da Rede Simex, formada por três instituições de pesquisa ambiental: Imazon, Instituto Centro de Vida (ICV) e Imaflora.

    Os pesquisadores cruzaram os registros de áreas de exploração madeireira, identificados por meio de imagens de satélite, com as autorizações para a atividade emitidas pelos órgãos competentes.

    Do total mapeado, 41.538 hectares (68%) foram explorados em áreas autorizadas e 19.126 hectares (32%) de forma ilegal.

    O levantamento mostrou ainda que, enquanto a atividade autorizada cresceu mais de 83% em relação ao último ciclo, a realizada sem autorização diminuiu cerca de 6%.

    Segundo a pesquisadora do Imazon, Camila Damasceno, a redução da extração ilegal é algo positivo. No entanto, a área ainda representa uma extensão equivalente a mais de 19 mil campos de futebol de florestas afetadas.

    “Os números mostram que há muito a avançar. Precisamos fortalecer a fiscalização, ampliar as ações de combate e responsabilização dos infratores e criar mecanismos de incentivo ao manejo florestal, principalmente o comunitário”, afirmou a pesquisadora, em nota.

    Para o coordenador do programa de monitoramento da Amazônia do Imazon, Carlos Souza Jr., apenas comemorar a queda percentual da área explorada de forma ilegal significaria ignorar o impacto concreto dessa perda na floresta.

    “Considerando um cenário conservador de extração de duas a três árvores por hectare, foram derrubadas e inseridas no fluxo comercial entre 38 mil e 57 mil árvores, sem plano de manejo, vistoria ou rastreabilidade de sua procedência”, explica Carlos.

    Ele acrescenta que, quando essa quantidade massiva de madeira chega ao mercado sem garantia de origem, todo o setor florestal é prejudicado. “[Isso enfraquece] os esforços de transparência e os investimentos de quem opera de forma regularizada no estado.”

    Terras indígenas

    O levantamento indicou que as terras indígenas do estado concentram apenas 2% de toda a atividade sem autorização detectada. De acordo com os especialistas do Imazon, o resultado reforça a importância desses territórios como barreiras à expansão de crimes ambientais.

    Foram 424 hectares de extração de madeira ilegal entre agosto de 2024 e julho de 2025 nas terras indígenas. Segundo a Rede Simex, esse é o segundo menor volume da série histórica, ficando atrás apenas do calendário de agosto de 2019 a julho de 2020, quando foram identificados 158 hectares.

    “A redução da extensão afetada não significa que o problema esteja resolvido. A ocorrência de exploração ilegal em uma área protegida é extremamente sensível e exige atenção urgente”, alertou Camila.

    Os dados mostram que a ilegalidade identificada no período ficou concentrada em um único local: a Terra Indígena Amanayé. Segundo a pesquisadora, esta é a quinta vez consecutiva em que a TI aparece nos boletins da Rede Simex, o que evidencia a continuidade das invasões na região.

    Ela ressalta que, além dos danos ambientais, essa exploração representa violações aos direitos dos povos originários. “Expõe as comunidades a conflitos, ameaças e restrições ao direito de circular livremente em sua própria terra, com possíveis impactos sobre a saúde e os modos de vida tradicionais.”

    Fonte: Agência Brasil (Camila Boehm – Repórter da Agência Brasil). Notícia reproduzida com crédito, conforme as regras da agência.

  • Tornados e temporais atingem Santa Catarina e Rio Grande do Sul

    Tornados e temporais atingem Santa Catarina e Rio Grande do Sul

    A Defesa Civil de Santa Catarina confirmou a ocorrência de tornados na manhã desta quarta-feira (4) em Chapecó e em Xanxerê, no oeste do estado. Desde domingo (1º), a chuva intensa, o vento e o granizo atingiram 86 municípios catarinenses, afetando 4.441 casas.

    Treze municípios decretaram situação de emergência e há 34 desabrigados e 24 desalojados no estado.

    Os danos estão concentrados na região de Chapecó, onde os ventos causaram destelhamentos. O aeroporto local também foi atingido, afetando os hangares e o saguão principal. Na cidade de Fraiburgo há registro de inundações.

    Em Rio do Sul, os bombeiros resgataram 30 pessoas, entre crianças e adultos, que estavam ilhadas em uma escola. Em Lages, na região da Serra Catarinense, 76 pessoas foram resgatadas após enchentes. A maior ocorrência foi no centro, onde 60 pessoas foram retiradas de uma escola.

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    Segundo o Corpo de Bombeiros Militar de Santa Catarina (CBMSC), mais de 200 bombeiros trabalham em respostas aos eventos climáticos. No começo da tarde eram 45 ocorrências registradas, sem notícia de vítimas fatais.

    De acordo com a Defesa Civil catarinense, em Chapecó, o tornado foi identificado pela análise conjunta de diferentes produtos do radar meteorológico.

    “Os dados mostraram circulação rotativa dos ventos no interior de tempestades intensas, o que reforça a confirmação do fenômeno”, informa.

    A estação meteorológica da Secretaria de Estado da Proteção e Defesa Civil no município registrou rajadas de vento de 93 km/h, enquanto uma estação do Instituto Nacional de Meteorologia (INMET) em outro ponto da cidade registrou rajadas de 126 km/h.

    Em Xanxerê, o radar identificou características típicas de tornado, com ventos de 80 km/h,

    Rio Grande do Sul

    Granizo e tempestades atingiram regiões norte e central no Rio Grande do Sul

    A Defesa Civil gaúcha contabiliza 102 cidades afetadas pelas chuvas desde domingo. Um total de 6.373 casas foram danificadas, das quais 2079 destelhadas, e há 234 pessoas desalojadas e 93 desabrigadas.

    Predominaram granizo, vendavais, chuvas intensas, enxurradas e raios. Vinte e quatro pessoas foram feridas e cerca de 47 mil foram afetadas.

    O município mais afetado foi Espumoso, onde 600 casas foram danificadas e duas pessoas ficaram feridas. Em Nova Prata, os ventos danificaram 2,7 mil casas e deixaram quinze feridos.

    Em Passa Sete, onde um vendaval afetou 4.132 pessoas, destelhando 32 casas e afetando árvores e fornecimento de energia. Em Passo Fundo, a queda de granizo afetou 1.360 pessoas. Houve danos materiais em 335 casas, uma das quais destruída e 29 vias locais foram obstruídas.

    As cidades de Água Santa e Áurea registraram, cada uma, mais de 50 casas destelhadas.

    Paraná e São Paulo

    A partir de quinta-feira, a instabilidade se desloca para o Paraná e São Paulo, afetando a região até sábado. Há possibilidade de rajadas de vento de até 80km/h, descargas elétricas e queda de granizo em pontos isolados.

    Segundo a Defesa Civil paulista, as instabilidades poderão ocorrer de forma irregular, com períodos de melhoria temporária intercalados por episódios de chuva intensa em um curto intervalo de tempo. As chuvas mais intensas são esperadas para os períodos da tarde e noite.

    Fonte: Agência Brasil (Guilherme Jeronymo – Repórter da Agência Brasil). Notícia reproduzida com crédito, conforme as regras da agência.

  • Modelo do SUS de resposta às mudanças climáticas será levado à COP31

    Modelo do SUS de resposta às mudanças climáticas será levado à COP31

    A estrutura criada no Brasil em resposta aos efeitos da mudança climática na saúde das pessoas será apresentada na Turquia, durante a 31ª Conferência das Nações Unidas sobre Mudanças Climáticas (COP31). E encontro ocorrerá na cidade de Antália, entre os dias 9 e 20 de novembro.


    Ministro da Saúde, Alexandre Padilha, durante coletiva sobre a preparação do Brasil para a COP31, na Turquia, e as ações do país para fortalecer a resiliência climática na saúde. Foto: Fabio Rodrigues-Pozzebom/ Agência Brasil

    Segundo o ministro da Saúde, Alexandre Padilha, serão apresentadas as mudanças promovidas no Sistema Único de Saúde em todo o país, para adequar o atendimento e tornar as unidades em espaços de acolhimento adaptados e resilientes aos efeitos das mudanças climáticas.

    “A crise climática é, sobretudo, uma crise de saúde pública. O tema da saúde, certamente, é o tema mais sensível, que pode ser o mais mobilizador para a sociedade como um todo agir sobre as ações necessárias para evitar as mudanças climáticas e também adaptar os sistemas de saúde”, diz o ministro.

    Entre as ações que serão apresentadas na COP31 estão investimentos de R$ 9,8 bilhões no programa AdaptaSUS, até 2035, que está viabilizando a construção de 2.795 unidades básicas de saúde resilientes, a entrega de 4.056 novas ambulâncias do SAMU, além da instalação de 783 soluções de água potável em Terras Indígenas e a implantação de 20,8 mil cisternas no semiárido do Nordeste e Sudeste do país.

    Os resultados da Força Nacional do SUS, criada em 2011 também serão apresentadas como um modelo de resposta emergencial, principalmente para reforço aos equipamentos de saúde existentes.

    Apenas nos últimos quatro anos, 25 estados receberam o reforço de 2.423 profissionais mobilizados em 86.918 atendimentos. Das 104 missões nessas localidades, a que foi realizada no Rio Grande do Sul, por causa das enchentes ocorridas em 2024, foi a maior, com o empenho de 763 profissionais, que realizaram 29.019 atendimentos.

    Foram criadas ainda cinco novas bases da Força Nacional do SUS para descentralizar o apoio às redes de saúde, alcançando as outras quatro regiões do Brasil além do Centro-Oeste que já é atendido pela capital federal.

    Atualmente já estão em funcionamento as bases do Rio de Janeiro, Salvador, Manaus, Porto Velho e Porto Alegre. Até o fim do ano, mais quatro entrarão em funcionamento nas cidades de Recife, Fortaleza, Campo Grande e Belém.

    Outra iniciativa apresentada será a criação dos Centros de Informação em Saúde e Clima (CISCs), que monitoram dados de qualidade do ar e da água, variações de temperatura e extremos climáticos, com o objetivo de antecipar os riscos, identificar vulnerabilidade e preparar o sistema de saúde para os possíveis efeitos de cada evento.

    “O El Niño no Brasil tem diferentes impactos regionais, por exemplo, e compreender isso é fundamental para a preparação. para a resposta a ele”, diz.

    Agenda internacional

    De acordo com Padilha, o Brasil também pretende reforçar as ações de cooperação global e financiamento climático, por meio da atuação no Grupo Baku, uma coalização para o clima e saúde, que reúne os países presidentes das últimas COPs – Brasil, Azerbaijão, Egito, Emirados Árabes Unidos e Reino Unido.

    “Austrália e Turquia também ingressaram na coalizão e já consolidam suas participações com uma agenda de atividades que já vem ocorrendo antes mesmo da COP31”, afirma o ministro.

    O Plano de Ação em Saúde de Belém, lançado na COP30, é outra iniciativa do Brasil para a agenda de clima com o objetivo de reunir países em torno de adaptação e fortalecimento da atenção à saúde de populações vulneráveis.

    Em um ano, a iniciativa já foi endossada por 40 países e tem o apoio de 50 organizações. Mais de 60 ações foram construídas e já integram a iniciativa.

    Financiamento

    Segundo o ministro, além de apresentar a “lição de casa” e fortalecer a cooperação internacional na área de saúde, o governo brasileiro também pretende avançar no debate sobre o financiamento internacional por empresas para o Plano de Ação em Saúde de Belém.

    Na COP30, foram anunciados US$ 300 milhões para financiamento de projetos voltados a melhoria da atenção à saúde das populações. E o Brasil inscreveu algumas propostas de universidades e organizações sociais para melhoria de monitoramento da qualidade do ar e de melhoria dos sistemas de atenção.

    “A expectativa agora é que nessa COP31 vai ter uma mesa, da qual eu vou participar, na qual será apresentado os programas que foram aprovados para serem financiados com esse valor de 300 milhões de dólares”, diz.

    O anuncio de novos financiamentos são esperados para Antália, assim como a entrega de um documento orientativo para os países buscarem financiamento das agências internacionais e bancos de fomento, com o objetivo de financiar a adaptação dos sistemas nacionais de saúde.

    Fonte: Agência Brasil (Fabíola Sinimbú – Repórter da Agência Brasil). Notícia reproduzida com crédito, conforme as regras da agência.

  • Urbanização em favelas quase triplicou e vegetação diminuiu em 40 anos

    Urbanização em favelas quase triplicou e vegetação diminuiu em 40 anos

    A área urbanizada em favelas e comunidades no Brasil passou de 60,2 mil hectares para 151,7 mil hectares entre os anos de 1985 e 2025. A vegetação existente em cada hectare urbanizado nas comunidades caiu de 0,060 para 0,040 no mesmo período.

    Embora as pessoas associem favelas com áreas urbanas, nem todas são caracterizadas dessa forma, por não terem alta concentração de edificação, vias de circulação e infraestrutura.

    Os dados são de um novo recorte da Coleção 11 de mapas anuais de cobertura e uso da terra no Brasil do MapBiomas, divulgado nesta quarta-feira (4). Segundo Júlio Cesar Pedrassoli, coordenador do tema Urbano, o estudo demonstra que o encolhimento das áreas verdes em favelas as torna mais suscetíveis aos eventos climáticos adversos.

    “Para adaptar as cidades às mudanças climáticas, precisamos olhar para onde o verde se perdeu e onde os territórios ficam mais expostos, e esse mapa precisa incluir as favelas”, diz.

    Em 1985, as favelas tinham 43% mais vegetação intraurbana do que as demais áreas urbanas do país. Em 2025, a situação se inverteu e a disponibilidade de vegetação intraurbana nas favelas era 15% menor do que nas demais áreas urbanizadas.

    No período de 40 anos, a vegetação intraurbana nas favelas cresceu apenas 1,7 vezes, enquanto nas áreas urbanizadas fora delas aumentou 2,6 vezes.

    Também cresceram 2,6 vezes as áreas urbanizadas sem vegetação nas favelas, enquanto nas áreas urbanizadas fora das favelas o crescimento de locais sem vegetação foi menor, com aumento de 2,3 vezes

    Em 2025, havia 12,3 mil favelas no país, distribuídas em 651 municípios, sendo que 60,3% da urbanização existente nesses locais surgiram após 1985 e, nesse período de 40 anos, 42,4% pelo menos dobraram de tamanho.

    O crescimento das áreas urbanizadas no território nacional foi de 132% no período, quando passou de 1,9 milhão para 4,4 milhões de hectares, somando mais de 2,5 milhões de hectares. Já a participação das favelas em áreas urbanizadas no país cresceu pouco, passando de 3,2%, em 1985, para 3,4% em 2025.

    Apesar do crescimento das áreas urbanizadas, a vegetação urbana total, que reúne a vegetação intraurbana e a periurbana – localizada nos arredores – diminuiu de 6,5 milhões para 4,1 milhões de hectares, o equivalente a uma redução de 35,9%.

    Com a queda, a área sem vegetação nas regiões urbanizadas do país chegou, em 2025, a 4,24 milhões de hectares.

    O estudo cruza ainda esses dados com a temperatura em áreas urbanizadas, que apontam intensidades média maior nas ilhas de calor em áreas com menos de 10% de cobertura vegetal. Nesses locais, o verão pode ser até 7 °C mais quente que em áreas não urbanizadas com cobertura verde.

    Para Pedrassoli, esse número trazem uma reflexão sobre resiliência climática, soluções baseadas na natureza e qualidade de vida urbana.

    “Pela primeira vez na série, a área urbanizada sem vegetação supera a área da vegetação urbana. Em 1985, a vegetação era 3,5 vezes maior que a área sem vegetação. É um marco que mostra o quanto o desenho das nossas cidades depende do quanto de verde conseguimos preservar e, ao mesmo tempo, incorporar na mancha urbana”, conclui.

    Fonte: Agência Brasil (Fabíola Sinimbú – Repórter da Agência Brasil). Notícia reproduzida com crédito, conforme as regras da agência.

  • Painel permite analisar mudanças climáticas no Brasil e América Latina

    Painel permite analisar mudanças climáticas no Brasil e América Latina

    O governo federal e a Rede Nacional de Ensino e Pesquisa (RNP) lançaram nessa terça-feira (3) um painel que permite explorar como as mudanças climáticas podem alterar a temperatura e o regime de chuva no Brasil e na América Latina nas próximas décadas.

    A ferramenta integra o AdaptaBrasil, plataforma que reúne indicadores de risco climático para os 5.570 municípios brasileiros, considerando fatores como ameaças climáticas, exposição e vulnerabilidade. Essas informações ajudam a identificar áreas mais suscetíveis aos impactos das mudanças climáticas e a orientar decisões sobre medidas de adaptação. Com o novo painel, a plataforma passa a oferecer também mapas com projeções de mudanças na temperatura e na precipitação sob diferentes níveis de aquecimento global.

    Durante o lançamento, o secretário de Mudança do Clima do Ministério do Meio Ambiente, Aloisio Melo, disse que o governo federal tem trabalhado para tornar a adaptação à mudança do clima uma agenda prioritária, estratégica e transversal.

    “Esse processo de atualizar o Plano Clima e de fazer um plano de adaptação muito mais robusto e transversal, por meio de 16 planos setoriais e temáticos, foi um esforço para traduzir e dar concretude a essa agenda tão fundamental para o desenvolvimento do país”.

    Melo explicou que a medida envolve a forma como enfrentamos nossas vulnerabilidades socioeconômicas, que são históricas, mas foram agravadas nesse contexto em que a mudança do clima se materializa, se faz presente e desafia as várias agendas e políticas de desenvolvimento setoriais.”

    O coordenador-geral de Ciência do Clima do Ministério da Ciência, Tecnologia e Inovação (MCTI), Márcio Rojas da Cruz, destacou que o governo federal está disponibilizando, por meio do AdaptaBrasil, informações relevantes no contexto da adaptação.

    “São as primeiras informações necessárias para se começar a pensar em adaptação. Não se pensa em adaptação sem, antes de mais nada, começar a vislumbrar como será o nosso futuro do ponto de vista climático”, apontou.

    Indicadores

    O painel reúne indicadores de temperatura e precipitação, incluindo os relacionados a eventos extremos, para quatro níveis de aquecimento global: 1,5°C, 2°C, 3°C e 4°C. Os mapas também permitem comparar as mudanças projetadas em diferentes condições de aquecimento e identificar como elas se distribuem geograficamente.

    De acordo com o gerente de soluções da RNP, Christian Miziara, o painel tem a possibilidade de comparar diferentes níveis de aquecimento global. “Em uma única interface, é possível visualizar indicadores de temperatura e precipitação, considerando os cenários de aquecimento. Isso ajuda a compreender como as ameaças climáticas podem se comportar à medida que a temperatura global aumenta”, disse.

    Para o pesquisador sênior do Instituto Nacional de Pesquisas Espaciais (INPE), Jean Ometto, o novo painel permite à sociedade acessar as projeções climáticas. “As projeções climáticas são um aspecto central, dentro do cálculo de risco, para que possamos planejar. Isso tudo, obviamente, embute uma incerteza, mas a ciência vai buscando justamente trazer a informação mais clara, mais robusta e mais transparente possível para que se possa trabalhar com planejamento”.

    O pesquisador do INPE Gilvan Sampaio fez a apresentação do painel. Ele explicou que a plataforma está em sua primeira versão, tem navegação simples e que o instituto tem trabalhado para que seja possível baixar os dados sobre o clima por área e biomas. “Nós vamos incluir outras variáveis, como umidade relativa, vento, radiação e que são importantes também para os grupos de pesquisa, pesquisadores e para os diversos usuários, inclusive a população, para ter uma informação confiável sobre a mudança do clima”, avaliou.

    Fonte: Agência Brasil (Agência Brasil). Notícia reproduzida com crédito, conforme as regras da agência.

  • Chuvas fortes atingem quatro regiões nesta quarta e quinta-feira

    Chuvas fortes atingem quatro regiões nesta quarta e quinta-feira

    O Instituto Nacional de Meteorologia (Inmet) prevê para esta quarta-feira (4) e quinta-feira (5) tempo quente e abafado em grande parte do Brasil. A combinação de calor e umidade favorece a formação de nuvens carregadas, que provocam pancadas de chuva com trovoadas nas regiões Sul, Sudeste, Centro-Oeste e no setor oeste da região Norte.

    Para esta quarta-feira (4), áreas de instabilidade associadas a um sistema de baixa pressão persistem sobre a região Sul, onde há alerta vermelho de grande perigo para tempestades entre o noroeste e norte do Rio Grande do Sul, Santa Catarina e o sul do Paraná. Essas tempestades também podem avançar sobre o sul das regiões Centro-Oeste e Sudeste.

    Há possibilidade de chuvas isoladas na região do Matopiba, que abrange áreas do Maranhão, Piauí, Tocantins e oeste da Bahia.

    Na quinta-feira (5), as instabilidades perdem força sobre parte da região Sul, mas ainda há previsão de chuva com trovoadas no Paraná. As pancadas de chuva também avançam sobre áreas do Sudeste, Centro-Oeste e ganham força no oeste da região Norte.

    Já no Nordeste, o tempo permanece firme e ensolarado nas praias da região, favorecendo dias de sol e temperaturas em elevação.

    Norte

    Em Roraima, no Amazonas, no Acre, em Rondônia, no centro e sul do Pará e no Tocantins, o céu fica parcialmente nublado e ocorrem pancadas de chuva ao longo do dia. Para o Amazonas, o norte de Rondônia, o oeste e sul de Roraima e do Pará e para o Tocantins, há aviso amarelo de perigo potencial para tempestades.

    No dia seguinte, há previsão de trovoadas ao oeste da Região Norte, mas, na maior parte da região será um dia de sol e calor. No Acre, em Rondônia e no sul, centro, oeste e noroeste do Amazonas, o céu fica com muitas nuvens e ocorrem pancadas de chuva com trovoadas isoladas.

    Nordeste

    Nesta quarta e quinta, o Nordeste terá sol forte e calor, sem previsão de chuva nas praias da região. Pode chover em algumas localidades do centro e sul do Maranhão e do Piauí e no oeste da Bahia.

    Nas capitais, a temperatura mínima será de 22°C em Maceió (AL) e Aracaju (SE). O dia será quente em Maceió (AL), Recife (PE) e São Luís (MA), com máxima de 32°C. Em Fortaleza (CE), a máxima chega a 33°C. Teresina (PI) será a capital mais quente, com máxima de 39°C.

    Centro-Oeste

    Nesta quarta-feira, o tempo fica mais fechado em Mato Grosso do Sul, onde chove com trovoadas. Há aviso laranja de perigo para tempestades no sul de Mato Grosso do Sul, principalmente em áreas próximas à divisa com o Paraná.

    No dia seguinte (5), o tempo quente e abafado continua no Centro-Oeste a combinação de temperaturas elevadas e umidade provocam o aparecimento de nuvens, que podem provocar pancadas de chuva em grande parte da região.

    Sudeste

    Nesta quarta-feira (4), o Sudeste amanhece com calor, umidade e tempo abafado, com previsão de chuva no decorrer do dia em toda a região. A chuva vem acompanhada de trovoadas em São Paulo, Minas Gerais, Rio de Janeiro e no sul do Espírito Santo.

    Na região de divisa entre São Paulo e Paraná, as instabilidades devem ser mais intensas e há aviso laranja de perigo para tempestades. Nas demais áreas de São Paulo, Rio de Janeiro, Espírito Santo e grande parte de Minas Gerais, há aviso amarelo de perigo potencial para tempestades.

    Já na quinta-feira, o calor e a umidade podem ocasionar novas pancadas de chuva com trovoadas isoladas em São Paulo e Rio de Janeiro. Há aviso amarelo de perigo potencial para tempestades na faixa sul do estado de São Paulo, nas proximidades da divisa com o Paraná.

    Sul

    As fortes tempestades que atingiram a Região Sul no final de semana continuam nesta quarta-feira. Em toda a região, há previsão de chuva com trovoadas e há aviso vermelho de grande perigo para tempestades entre o sul do Paraná, Santa Catarina e o norte do Rio Grande do Sul.

    Estão na área do aviso vermelho municípios como Francisco Beltrão (PR), Pato Branco (PR), União da Vitória (PR), Guaratuba (PR), Passo Fundo (RS), Erechim (RS), Caxias do Sul (RS), Santo Ângelo (RS) e Ijuí (RS), além de todo o estado de Santa Catarina. Nas demais partes da região, há aviso laranja de perigo para tempestades.

    Mesmo com o tempo instável, a temperatura sobe, principalmente no Paraná.

    Para o dia seguinte (5) as áreas de instabilidade ainda podem provocar chuva com trovoadas isoladas no Paraná, para onde há aviso amarelo de perigo potencial para tempestades.

    Há possibilidade de chuva isolada no centro e norte de Santa Catarina, incluindo a capital Florianópolis, onde também está vigente o aviso amarelo de perigo potencial para tempestade.

    Fonte: Agência Brasil (Agência Brasil). Notícia reproduzida com crédito, conforme as regras da agência.