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Categoria: Notícias

  • Receita apreende brinquedos falsificados da Lego no Porto do Rio

    Receita apreende brinquedos falsificados da Lego no Porto do Rio

    A Receita Federal apreendeu nesta quarta-feira (4), durante fiscalização no Porto do Rio de Janeiro, uma carga de brinquedos com indícios de violação de direitos de propriedade intelectual relacionados à marca Lego.

    A marca é uma linha de brinquedos de construção baseada em pequenos blocos de plástico que se encaixam por meio de um sistema de pinos e tubos, permitindo infinitas combinações e montagens

    O caso foi identificado durante a fiscalização física de um contêiner proveniente da China. Os servidores da Receita localizaram 1.680 caixas contendo blocos de montar com características incompatíveis com os produtos originais da marca.

    Foram identificados dois modelos de brinquedos, compostos por conjuntos de 166 e 614 peças. Após análise preliminar, um representante da Lego confirmou a falsificação dos produtos, estando em elaboração o respectivo laudo técnico.

    A carga está avaliada em aproximadamente R$ 228 mil.

    Em nota, a a Receita Federal informou que a apreensão reforça a atuação do órgão proteção da propriedade intelectual, no combate à concorrência desleal e na prevenção da entrada de produtos irregulares no mercado brasileiro, contribuindo para a proteção dos consumidores e das empresas que atuam em conformidade com a legislação.

    Fonte: Agência Brasil (Douglas Corrêa – Repórter da Agência Brasil). Notícia reproduzida com crédito, conforme as regras da agência.

  • PF faz operação no Rio para conter repasses ilegais de arma a CACs

    PF faz operação no Rio para conter repasses ilegais de arma a CACs

    A segunda fase da Operação Polaridade da Polícia Federal cumpriu dez mandados de busca e apreensão e um de prisão temporária nessa quarta-feira (4). A finalidade é investigar esquema criminoso na aquisição de armas de fogo e munições destinadas a colecionadores, atiradores desportivos e caçadores (CACs).

    Os documentos expedidos pela Justiça Federal foram cumpridos nos municípios de Rio das Ostras, Macaé, São Pedro da Aldeia, Araruama e Volta Redonda, no Rio de Janeiro. A operação teve o apoio da Corregedoria da Polícia Militar.

    As medidas judiciais tiveram como alvo dois policiais militares da ativa, um militar da Marinha do Brasil – que foi preso em flagrante pela posse irregular de arma de fogo –, além de outros investigados, suspeitos de participação no esquema.

    Durante a operação, foram apreendidos sete fuzis, uma pistola, um revólver e uma espingarda, além de aparelhos eletrônicos.

    Irregularidade

    A medida determinada pela Justiça Federal apontava que pessoas interessadas na obtenção de autorizações para aquisição de armas e munições realizavam pagamentos indevidos diretamente a um funcionário terceirizado, com o objetivo de obter a liberação irregular dos respectivos processos administrativos, em desacordo com a legislação vigente.

    Fonte: Agência Brasil (Douglas Corrêa – Repórter da Agência Brasil). Notícia reproduzida com crédito, conforme as regras da agência.

  • Enem: cursinhos populares preparam alunos em vulnerabilidade social

    Enem: cursinhos populares preparam alunos em vulnerabilidade social

    Quem vê Raimundo dos Santos Nascimento, de 62 anos, em uma sala de um cursinho popular da Ceilândia, no Distrito Federal, não faz ideia da trajetória que este carioca percorreu até esta preparação para o Exame Nacional do Ensino Médio (Enem). Ele é um dos 13.821 candidatos do Enem 2026 com mais de 60 anos.

    Vindo do Rio de Janeiro há 16 anos, Raimundo viveu cerca de seis deles em situação de rua no Plano Piloto, em Brasília. Sua retomada de perspectiva começou no Centro de Referência Especializado para População em Situação de Rua (Centro POP) e na Escola de Meninos e Meninas do Parque (EMMP), localizada no Parque da Cidade Sarah Kubitschek, da capital federal. Foi lá onde concluiu o ensino fundamental. Seu foco, agora, é conquistar uma vaga na graduação de psicologia na Universidade de Brasília (UnB).


    Cursinhos populares apoiam preparação de estudantes para o Enem. Raimundo da Silva no Curso preparatório Jovem de Expressão. Foto: Valter Campanato/Agência Brasil

    “Quando eu era mais novo, deixei de estudar. Mas, eu gosto de estudar. Em 2020, eu fiz a prova do Enem e tirei 640 [pontos] na redação. Então, eu conheci o [cursinho] Jovem de Expressão e decidi fazer o preparatório. Eu tenho que me formar. Agora, com 62 anos, eu me sinto jovem.

    Cursinho popular

    O cursinho comunitário onde o Raimundo adquire conhecimentos é o Jovem de Expressão (JEX), com 17 anos de experiência no preparo gratuito para o Enem, para o Programa de Avaliação Seriada (Pas) da UnB e para outros vestibulares.

    A unidade é um dos 1.535 cursinhos populares da Rede Nacional de Cursinhos Populares (CPOP), que atende mais de 58 mil estudantes que cursaram a educação básica na rede pública, com prioridade para pessoas negras, indígenas, quilombolas, pessoas com deficiência (PCD) e de famílias de baixa renda (renda por pessoa de até um salário mínimo, R$ 1.621, em 2026).

    A iniciativa tem o objetivo de facilitar o acesso ao ensino superior de jovens e adultos que enfrentam barreiras socioeconômicas. Na prática, o cursinho oferece uma oportunidade real para quem não tem condições financeiras de arcar com o ensino privado ou conciliar horários tradicionais porque passa o dia trabalhando.

    Realidade que se encaixa no perfil da diarista Márcia Regina Carvalho Damasceno Dias, que tinha parado de estudar há 20 anos e voltou à cadeira de estudante por incentivo da filha que, atualmente, está na faculdade.


    Regina Carvalho Damasceno no Curso preparatório Jovem de Expressão. Foto: Valter Campanato/Agência Brasil

    Mesmo com cansaço decorrente da dupla jornada, de segunda a sábado, Márcia já tomou sua decisão. “Quero fazer nutrição. Fiz o Enem no ano passado. Infelizmente, não tirei a nota que eu queria. Neste ano, cheguei já no finalzinho [do curso] antes de fazer a prova. Mas, tem sido muito bom. É um momento divisor de águas, porque estou com a expectativa lá em cima.”

    “Concluí o ensino médio em 1900 antigamente. Quando eu decidi fazer o curso superior, abri o caderno e eu falei: ‘Meu Deus, como é que eu vou estudar?’ Fiquei perdida. Então, minha filha me falou sobre esse cursinho e resolvi: ‘Eu quero’”, afirmou a diarista.

    Quem divide a mesma sala de aula é a caixa de um supermercado Gilmara Pereira Braga, de 47 anos. Ela terminou o ensino médio em 2000. O que parecia distante, agora, se desenha como um sonho de um futuro melhor. “O cursinho me oferece um conhecimento amplo muito importante. Quando eu cheguei aqui, tinha pavor de matemática. O medo foi embora quando falei com o professor que é muito bom.” Nas novas perspectivas, Gilmara quer se capacitar para trabalhar com educação especial. “Quero muito entrar na Universidade de Brasília e gostaria de fazer psicologia. Muitas crianças são excluídas da educação e não têm possibilidade de evoluir. Acho importante ter profissionais que olhem para crianças especiais”, reflete.

    Outro que se dedica ao preparo do Enem é produtor musical e DJ [disc jockey], Miguel Lacerda, de 20 anos, estudante do Jovem Expressão há dois anos. O artista valoriza a capacitação para entrar na disputa por uma vaga na universidade em ampla concorrência. “Como uma pessoa periférica, eu não teria tantas possibilidades econômicas de acessar outros cursinhos. Por isso, esse aqui é extremamente importante pra mim. Além dele estar perto, aqui na minha periferia, o cursinho consegue me dar o conhecimento que eu preciso para ingressar [no ensino superior] pelo Enem.”

    Suporte técnico e financeiro

    Para os cursinhos populares, a Rede Nacional de Cursinhos Populares (CPOP) fornece apoio financeiro de até R$ 163,2 mil por unidade selecionada para o pagamento de professores, coordenadores e apoio técnico-administrativo e compra de materiais.

    O coordenador pedagógico do projeto na Ceilândia, Rodrigo da Silva Soares, relatou à Agência Brasil o impacto deste investimento na unidade. “Por mais que sejamos um cursinho voluntário, isso envolve custos. E ter o recurso do MEC que vem para a gente fortalece muito a continuação do trabalho”.

    O professor lista como o dinheiro é empregado no cotidiano da instituição comunitária. “É muito importante quando se tem o mínimo de recurso para poder fazer a gestão, para poder dar apoio até para o voluntário que está aqui, pagar a passagem, um lanche e fazer alguma saída de campo com a galera daqui.”

    Pela ótica de aluna beneficiária do Jovens de Expressão há dois anos, Azize Quemel, de 28 anos, considera oportuna políticas públicas como essa que custeiam iniciativas voluntárias de apoio a adultos historicamente expostos à falta de recursos materiais, sociais e de acesso direitos básicos garantidos pelo Estado. “O ‘Jovens de Expressão’ permite aos moradores de periferia estarem nesses espaços porque um cursinho pré-vestibular é caro e, por isso, só vemos filhos de patrões fazendo. Mensalmente, não era viável para a gente.”

    Educadores e apoio pedagógico

    A Rede Nacional de Cursinhos Populares (CPOP) do MEC envolve mais de 21 mil educadores e equipe de apoio pedagógico nas atividades, em todo o país. Profissionais como a Maria Paula Cândida Reis, apoiadora pedagógica deste cursinho comunitário coordenado pelo professor Rodrigo.

    Maria Paula faz a ponte entre a estrutura do cursinho (grade, folha de ponto, professores, reuniões) e as necessidades reais dos estudantes. Entre uma e outra atribuição pedagógica, como organizar simulados e aulões de revisão, Maria Paula se vê diante de histórias de alunas e alunos comprometidos e assíduos, principalmente, porque não conseguiram estudar em outra fase da vida.“Nosso cursinho não é focado no conteúdo porque cada um tem sua experiência, sua vivência e a Ceilândia é um território muito rico em saberes muito valiosos. E poder compartilhar na turma, entre eles, que têm idades muito diferentes, é legal.” Maria Paula fica feliz em fazer parte da mudança de vida de vários estudantes que passaram pela unidade.


    Maria Paula Cândida Reis no Curso preparatório Jovem de Expressão. Foto: Valter Campanato/Agência Brasil

    “Educação transforma. Muda trajetórias. Eu consigo ver a importância deste trabalho, que parece tão pequenininho, tão formiguinha, mas o estudo tem um impacto muito grande na vida das pessoas, principalmente do pessoal da periferia”, avalia Maria Paula Cândida Reis, apoiadora pedagógica do Jovens de Expressão.

    Outra colaboradora do Jovem de Expressão (JEX) beneficiada pelos investimentos do Ministério da Educação (MEC) é psicóloga Yasmin Moreira, contratada para ajudar os estudantes do cursinho a lidar com a ansiedade antes das provas, a sobrecarga de estudos e o medo da reprovação. A profissional faz a escuta ativa, em rodas de conversa, para evitar que o estudante abandone o cursinho diante das dificuldades cotidianas ou da necessidade imediata de renda. “O acesso à saúde mental também é necessário, principalmente, quando se trata da nossa juventude periférica, que está tentando acessar outros espaços e alcançar outras coisas.”

    Nos momentos de trocas entre os frequentadores do espaço, Yasmin vê muitas potencialidades nos jovens e percebe os resultados desse processo. “Nas rodas, eles enxergam uns aos outros, entenderem que os contextos são parecidos, mas que eles têm, sim, possibilidades. Esse espaço [do cursinho] é também de potencializar, de acolher o sofrimento quando ele vem.”

    Auxílio-permanência para estudantes

    O apoio da rede do MEC também inclui auxílio-permanência R$ 200 mensais por seis meses a cada estudante matriculado nos cursinhos pré-vestibulares comunitários e populares selecionados pelo MEC, limitado a 40 alunos por instituição.

    O valor recebido ajuda a dançarina de hip-hop, Victória Santos, de 16 anos, a se dedicar exclusivamente aos estudos para entrar no curso de artes cênicas na UnB. Ela quer ser professora, antes de ganhar a vida como artista.

    Victória ficou sabendo da vaga no cursinho pelo pai, que é professor de matemática da educação básica. Com a oportunidade, a jovem deixou o estágio nesta reta final de preparação e o dinheiro do auxílio permanência tem sido destinado às despesas domésticas. “Minha vida é muito corrida. Essa bolsa tem sido essencial. Com ela, consigo me manter e tem ajudado em minha casa. Pode parecer pouco, mas ajuda muito a pagar minhas continhas, fazer um lanche e tal.”

    Em 2025, Azize Quemel retomou os estudos 11 anos depois de concluir o ensino médio. Neste intervalo, a jovem vendeu bolos para se manter financeiramente, mas, atualmente, está desempregada. Ela quer mais da vida e conta que o auxílio-permanência tem ajudado a se manter firme na jornada do pré-vestibular para se tornar bacharel em audiovisual pela UnB ou produtora cultural pelo Instituto Federal de Educação Ciência e Tecnologia de Brasília (IFB). “A bolsa-permanência ajuda na movimentação diária para estarmos aqui. Mas, o dinheiro também salva nos apertos, quando caem R$ 200 na conta, e a gente fica mais aliviado.”

    Enem

    O Enem 2026 será aplicado em dois domingos, nos dias 8 e 15 de novembro.

    A abertura dos portões está marcada para 12h, no horário de Brasília. O fechamento ocorrerá às 13h, quando ninguém mais poderá entrar no local de aplicação das provas. Estas terão início oficialmente às 13h30.

    No primeiro dia, os participantes farão as provas com 45 questões de linguagens, códigos e suas tecnologias (incluindo língua portuguesa, literatura, educação física, artes e a língua estrangeira escolhida: inglês ou espanhol); ciências humanas e suas tecnologias (história, geografia, filosofia e sociologia); e redação. Os mais de 5 milhões de candidatos inscritos confirmados terão cinco horas e 30 minutos para responder às questões e marcar o cartão-resposta.

    No segundo domingo, serão aplicadas as provas de matemática e suas tecnologias ciências da natureza (química, física e biologia) e suas tecnologias, com duração de cinco horas.

    Fonte: Agência Brasil (Daniella Almeida – Repórter da Agência Brasil). Notícia reproduzida com crédito, conforme as regras da agência.

  • Juíza sugere medidas mais duras contra torcidas organizadas

    Juíza sugere medidas mais duras contra torcidas organizadas

    A juíza em exercício do Juizado Especial do Torcedor do Tribunal de Justiça do Rio, Renata Guarino Martins, defende medidas mais duras contra agressores em torcidas organizadas. A sugestão foi feita após as ações violentas de confronto, envolvendo as torcidas organizadas do Flamengo e do Vasco no último dia 29 de outubro, pelo Campeonato Brasileiro, em dois pontos diferentes da cidade resultarem em feridos e um torcedor baleado.

    Para a magistrada, a violência entre as torcidas organizadas continua fazendo vítimas, apesar de termos de Ajustamento de Conduta (TACs) celebrados. Para Renata, como a medida não surtiu o efeito esperado, está na hora de rever os protocolos por medidas mais duras para punir e evitar violência e até morte entre torcedores. A situação chegou a tal ponto que os confrontos entre torcedores são marcados antecipadamente pelas redes sociais.

    Antes do início do jogo entre Flamengo e Vasco, ainda na parte da tarde, um homem levou um tiro no pescoço em um ponto de ônibus, em Duque de Caxias, na Baixada Fluminense, por ter sido confundido com um torcedor rival.

    Por causa da violência que não para de fazer vítimas até mesmo distante dos estádios, a juíza determinou que o Ministério Público do Rio seja oficiado e se manifeste sobre o “TAC das torcidas”.

    “A situação é grave e não é inédita. O Ministério Público [MP] entabulou TACs com torcidas organizadas nos autos de ações civis públicas que não têm sido exitosos, na medida em que a direção das torcidas sequer informa os integrantes que se envolvem em confrontos, tampouco os exclui de seus quadros, ao arrepio do que preceitua a cláusula quarta dos TACs”, escreveu a magistrada.

    Renata Guarino sugere que, diante de tantos crimes praticados por essas torcidas e seus membros – que vão desde lesões corporais, depredação do patrimônio público até homicídio – haja revisão desses termos e sua extinção. Por isso, ela pede manifestação do MP sobre o tema.

    Fonte: Agência Brasil (Douglas Corrêa – Repórter da Agência Brasil). Notícia reproduzida com crédito, conforme as regras da agência.

  • Festival discute uso de inteligência artificial na montagem de filmes

    Festival discute uso de inteligência artificial na montagem de filmes

    O Brasil sedia pela primeira vez o festival AI Film Awards Brasil, entre os dias 6 e 8 de novembro. A mostra traz 70 filmes selecionados e feitos, em algum grau, com o uso de ferramentas de inteligência artificial.

    Além de produções nacionais, como o brasileiro Submersivos, que abre a mostra, produções da Espanha, Estados Unidos, China e Coreia do Sul fazem parte da programação.

    A participação em todos os painéis e na palestra é gratuita, e as inscrições estão abertas pela plataforma do Itaú Cultural, parceiro do festival.

    A mostra de filmes discute temas como exclusão digital, mudanças no ambiente criativo e de negócios e avanço em aspectos criativos, com o uso das tecnologias generativas, para permitir criação acessível a produtores independentes e iniciantes.

    “Discutiremos processos, ética, direitos autorais e representatividade, com painelistas que irão de produtores e realizadores a pessoas que estão tentando entender e refletir sobre essas mudanças. É importante e rico ouvir todos os lados para pensar como usar a IA a favor de quem produz arte”, explicou Carol Guimarães, que assina a direção executiva do evento.

    Ela destaca a importância dessas ferramentas para viabilizar estéticas e olhares únicos. Com a diminuição de custos, visões locais e de grupos minoritários podem circular mais livremente. “O festival entra muito neste espaço de chegar aonde não se chega.”

    Os debates ocorrerão por meio da plataforma e-Teatro WeDo! e permanecerão disponíveis a partir de segunda-feira (9).

    “Neste momento, alguns filmes começam a ver a luz do dia justamente por conseguirem usar essas ferramentas para diminuir custos, seja em processos, cenários ou mesmo na apresentação da ideia ao mercado. Ter mais alternativas é algo muito importante”, reflete Vitória Mantovani, cineasta que assina a curadoria e direção-geral.

    O festival integra uma plataforma internacional presente em importantes polos da indústria criativa, como Cannes, Veneza, Dubai, Marrakech, Paris e Bali.

    Fonte: Agência Brasil (Guilherme Jeronymo – Repórter da Agência Brasil). Notícia reproduzida com crédito, conforme as regras da agência.

  • Entenda as eleições de meio de mandato do presidente nos EUA

    Entenda as eleições de meio de mandato do presidente nos EUA

    As eleições nos Estados Unidos (EUA) têm várias diferenças do processo eleitoral realizado no Brasil, desde a forma de votar – nos EUA a urna eletrônica é usada, mas também é possível votar com cédula de papel e pelo correio – até as regras que definem o novo presidente da República. Outra diferença importante são as eleições de meio de mandato do presidente, ou midterms, realizadas nesta semana no país.

    As midterms são eleições que mudam a composição do Congresso estadunidense ao fim do segundo ano do mandato presidencial, ou seja, na metade do mandato do chefe do Executivo nacional. Nessas eleições, todas as 435 cadeiras da Câmara dos Representantes – o equivalente à Câmara dos Deputados no Brasil – ficam em disputa. Além disso, um terço do Senado é renovado.

    Na Câmara, o mandato é de dois anos. Ou seja, são renovados tanto no início do mandato presidencial, as chamadas eleições gerais, quanto nas midterms. Já o mandato de um senador nos Estados Unidos é de seis anos. São 100 senadores no total, com renovação de 34 ou 35 cadeiras a cada dois anos. Este ano são 35.

    Como apenas um terço do Senado é renovado a cada vez, nem todos os 50 estados elegem novos senadores nas eleições de 3 de novembro. Desta vez, 15 estados não votam. São eles: Arizona, Califórnia, Connecticut, Havaí, Indiana, Maryland, Missouri, Nevada, Nova York, Dakota do Norte, Pensilvânia, Utah, Vermont, Washington e Wisconsin.

    Por que é importante?

    A disputa de assentos no Congresso serve como termômetro da opinião pública sobre o governo federal. Quanto mais insatisfeitos com o atual presidente, mais os cidadãos tendem a refletir isso nas urnas, votando em políticos do partido contrário.

    Nos EUA, dois partidos dominam a política, os Republicanos e os Democratas. Existem outros, como o Partido Verde e o Libertário, mas com pouca presença no Congresso.

    O atual presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, é do Partido Republicano. A vitória do Partido Democrata, conquistando a maior parte das cadeiras da Câmara e também no Congresso, mostrou o desgaste que o presidente vem sofrendo perante seu eleitor

    Esse desgaste já vinha aparecendo nas pesquisas de opinião. Nos últimos meses, os índices de aprovação do governo Trump não ultrapassavam a casa dos 30%. A desaprovação, por sua vez, tem sido na casa dos 60%.

    Com o Congresso (Câmara e Senado) com maioria do partido adversário até o fim do mandato, ou seja, pelos próximos dois anos, Donald Trump terá dificuldades em aprovar projetos de autoria do Poder Executivo. Isso pode engessar sua gestão para questões mais polêmicas, como tarifas contra outros países e a guerra contra o Irã.

    O presidente norte-americano depende do Congresso, entre outras coisas, para aprovação de orçamento; criação e alteração de leis; aprovação de nomes para a Suprema Corte, para o Gabinete Presidencial e para o comando de agências federais, como o FBI e a CIA.

    Além disso, o Congresso tem a palavra final sobre o envio de dinheiro para reforçar militarmente algum outro país em guerra e sobre a declaração de guerra a outra nação.

    Governadores

    A população não escolhe apenas novos senadores e deputados nas midterms. Dos 50 estados, 36 elegem novos governadores. Nem todos os estados têm eleições para governador porque cada estado tem a sua regra eleitoral. Os estados de Nova Jersey e Virginia tiveram suas últimas eleições para governador em 2025. A próxima escolha será apenas em 2029.

    Por ter regras específicas, cada estado também traz uma cédula com votações próprias. Os eleitores do Kansas, por exemplo, votaram para deputado, senador, governador, secretário de Estado do Kansas, procurador-geral, tesoureiro e comissário de Seguros.

    No estado do Missouri, vizinho de Kansas, os eleitores votaram apenas para auditor estadual, deputado e representantes estaduais, o equivalente a deputado estadual no Brasil.

    Além disso, cada estado aproveita a ida dos eleitores às urnas para fazer consultas públicas. Na cédula do Kansas, por exemplo, havia uma consulta a ser feita. Na cédula do Missouri, por sua vez, havia oito consultas.

    Fonte: Agência Brasil (Marcelo Brandão – Repórter da Agência Brasil). Notícia reproduzida com crédito, conforme as regras da agência.

  • Mega-Sena acumula para R$ 55 milhões; confira os números sorteados

    Mega-Sena acumula para R$ 55 milhões; confira os números sorteados

    Nenhum apostador acertou as seis dezenas do Concurso 3.081 da Mega-Sena, ocorrido nessa quarta-feira (4). O prêmio acumulou e está estimado em R$ 55 milhões para o próximo sorteio.

    Os números sorteados são: 10 – 17 – 42 – 43 – 57 – 59.

    • 63 apostas acertaram cinco dezenas e irão receber R$ 26.360,17 cada
    • 3.571 apostas acertaram quatro dezenas e irão receber R$ 664,35 cada

    Apostas

    O próximo concurso está marcado para esta sexta-feira (6). Os jogos podem ser feitos em qualquer lotérica do país ou pela internet, no site ou aplicativo da Caixa.

    A aposta simples, com seis dezenas, custa R$ 6.

    Fonte: Agência Brasil (Agência Brasil). Notícia reproduzida com crédito, conforme as regras da agência.

  • Programa Antes que Aconteça premia ações contra violência de gênero

    Programa Antes que Aconteça premia ações contra violência de gênero

    Conscientizar mulheres indígenas no noroeste do Amazonas para reconhecer diferentes tipos de violência tornou-se obstinação de Cleocimara Reis Gomes, de 38 anos. Ela é coordenadora do projeto Promotoras Legais Populares Indígenas do Rio Negro e vive na comunidade de Cartucho (onde moram 40 famílias), a quatro dias de barco da cidade de São Gabriel da Cachoeira (AM).

    Confira os projetos reconhecidos.

    Na noite dessa quarta-feira (4), depois de longa viagem até Brasília (DF), ela teve a iniciativa reconhecida, com menção honrosa, pelo Programa “Antes que Aconteça”, previsto pela Lei 15.398, publicada neste ano, voltado a valorizar iniciativas em todo o país para a prevenção da violência de gênero.

    Financiamento


    A ministra das Mulheres, Márcia Lopes, na cerimônia de entrega do Prêmio Antes que Aconteça, de reconhecimento a boas práticas de enfrentamento à violência contra a mulher – Foto Valter Campanato/Agência Brasil

    Práticas premiadas em oito categorias receberam financiamentos que vão de R$ 50 mil a R$ 200 mil. O evento teve a presença da ministra das Mulheres, Márcia Lopes.

    Cleocimara relatou, em entrevista à Agência Brasil, que trabalha junto a 23 povos, em 100 comunidades indígenas nos municípios de São Gabriel da Cachoeira, Barcelos e Santa Isabel do Rio Negro. Ela considera que existem elevados índices de violência contra a mulher, mas que são invisibilizados pela distância dos grandes centros.


    Cleocimara Reis Gomes participa da cerimônia de entrega do Prêmio Antes que Aconteça – Foto Valter Campanato/Agência Brasil

    Por isso, o projeto tem buscado parcerias e recursos para sensibilizar as mulheres sobre a importância de conhecerem os próprios direitos. “É importante que a mulher indígena saiba que não pode viver em cenário de violência”. O projeto almeja multiplicar a ideia de que a violência não faz parte da cultura indígena.

    “Tem violência física, sexual, psicológica e patrimonial. Tanto de invasores das terras, como de homens indígenas. Mas as denúncias demoram a chegar por causa das distâncias entre as comunidades”. Ela entende ser necessário mais equipamentos públicos para atuar na prevenção.

    Cleocimara disse que recebeu pedidos de lideranças de mulheres indígenas para envolver homens que sejam aliados na causa do enfrentamento à violência.

    Vulnerabilidade

    ​O trabalho de conscientização também é a tônica de um projeto vencedor do prêmio Antes que Aconteça, realizado para Associação de Pescadores e Marisqueiras de São Félix (BA). Foi o escolhido na categoria “Justiça que acolhe mulheres”.

    A presidente da iniciativa é a marisqueira Cátia Chagas, de 58 anos, que se formou em direito e psicologia para ajudar a sua comunidade. “São pessoas muito humildes, vítimas de violência. Às vezes, elas ficam envergonhadas de falar. Nós buscamos promover atendimentos diversos, inclusive psicológicos e médicos, além de capacitação para elas”.

    O projeto nasceu em 2012 e presta apoio a cerca de 600 mulheres. “A maioria é formada por mães solo. Mães jovens com muitos filhos também”. Na região, as mulheres pescam principalmente no Rio Paraguaçu.

    Comunidades tradicionais

    Outra vencedora defende a luta das comunidades quilombolas. O projeto Dandara, do Tribunal de Justiça do Rio de Janeiro, atende cerca de 500 mulheres com cursos nos próprios territórios fazendo a escuta cidadã.

    A presidente da Associação Estadual das Quilombolas do Rio de Janeiro, Ana Beatriz Bernardes Nunes, da comunidade Maria Conga, no município de Magé, diz que as mulheres são vítimas de violência territorial.

    “As mulheres quilombolas, em sua grande maioria, são as maiores e principais administradoras dos territórios, e passam a cuidar da biodiversidade. Por isso, estão muito ameaçadas”, diz a liderança, que é atendida por programa de proteção do Estado.

    Fonte: Agência Brasil (Luiz Claudio Ferreira – Repórter da Agência Brasil). Notícia reproduzida com crédito, conforme as regras da agência.

  • Alcolumbre retira maioridade penal da pauta e vai aguardar Câmara

    Alcolumbre retira maioridade penal da pauta e vai aguardar Câmara

    O presidente do Senado, Davi Alcolumbre (União-AP), retirou da pauta desta quarta-feira (4) a proposta de Emenda à Constituição (PEC) que reduz a maioridade penal de 18 anos para 16 anos.

    Alcolumbre disse que atendeu a um pedido do presidente da Câmara, Hugo Motta (Republicanos-PB). Agora, caberá à Câmara dos Deputados debater o tema em uma comissão especial.

    “Vou aguardar a Câmara dos Deputados”, disse Alcolumbre, ao ressaltar que o compromisso é de que o texto seja votado na Casa ainda em novembro. “Quando chegar aqui, nós vamos votar”, completou.

    A articulação envolveu a retirada da discussão sobre a redução da maioridade penal do texto da PEC da Segurança Pública (PEC18/2025), que foi aprovada ontem (3). A oposição queria incluir a questão da redução da maioridade na PEC, mas o presidente do Senado decidiu separar o tema, abordado em duas emendas dos senadores Rogério Marinho (PL-RN) e Camilo Santana (PT-CE).

    “Na condição de presidente do Senado, preciso compreender que a ponderação [de Motta] foi razoável. Eu preciso tentar, da melhor maneira possível, manter uma relação pacífica, cuidadosa e atenciosa a uma demanda do presidente da Câmara dos Deputados”, reiterou.

    Propostas

    O tema agora está em discussão em três propostas. Na proposta do senador Camilo Santana (PEC 20/2026), a maioridade penal passaria para os 16 anos nos casos de crimes hediondos. Para os demais crimes, continuaria aos 18 anos.

    A proposta de autoria do senador Rogério Marinho (PEC 19/2026) defende reduzir a maioridade penal para 16 anos, como regra geral, e para 14 anos nos casos de crimes hediondos, tortura, tráfico de drogas, terrorismo e participação em organizações criminosas.

    Já a o texto em discussão na Comissão Especial da Câmara dos Deputados (PEC 32/2015) estabelece a maioridade penal e civil aos 16 anos de idade. A proposta está sendo analisada pela comissão junto com outras PECs sobre o mesma tema.

    Fonte: Agência Brasil (Luciano Nascimento – repórter da Agência Brasil). Notícia reproduzida com crédito, conforme as regras da agência.

  • SUS e Einstein desenvolvem IA para identificação de doenças de pele

    SUS e Einstein desenvolvem IA para identificação de doenças de pele

    Uma parceria entre o Ministério da Saúde e o Einstein Hospital Israelita desenvolveu um sistema com inteligência artificial para apoiar profissionais de saúde pública na triagem e identificação de doenças de pele.

    A iniciativa, chamada CUTIS-AI, utiliza como base imagens da lesão da pele do paciente e dados clínicos, epidemiológicos e sociodemográficos que refletem a realidade brasileira.

    Entre as doenças que podem ser identificadas estão esporotricose, leishmaniose cutânea, hanseníase, cromoblastomicose, lobomicose, tuberculose cutânea, além de lesões decorrentes de acidentes loxoscélicos (picada de aranha marrom).

    O aplicativo que viabiliza o uso da IA, que ainda está em estudo, foi desenvolvido a partir de entrevistas com profissionais de saúde da atenção básica. O app pode ser utilizado mesmo em locais em que não há conexão com a internet. A taxa de acerto do aplicativo já é de cerca de 80%.

    A proposta do CUTIS-AI, no entanto, é utilizar a inteligência artificial como ferramenta de apoio, sem substituir a avaliação clínica realizada pelos profissionais de saúde.

    “O CUTIS-AI foi criado para ampliar a capacidade de identificação dessas doenças, que ainda podem representar um desafio para os profissionais de saúde, especialmente em regiões com menor disponibilidade de especialistas. Ao reunir imagens das lesões, estamos construindo uma base de dados robusta, que contribuirá para o desenvolvimento de uma tecnologia útil na ponta, principalmente para a Atenção Primária à Saúde”, destacou a cientista de dados do Einstein Hospital Israelita, Isabelle Carvalho.

    O estudo com o aplicativo já analisou cerca de 1,4 mil pacientes e conta com mais de 4 mil imagens de lesões. A diversidade de pacientes ajuda a treinar a inteligência artificial com exemplos variados, tornando o modelo mais preparado para identificar as características das lesões.

    “Quando falamos em inteligência artificial aplicada à saúde, a qualidade e a diversidade dos dados são fundamentais. Uma tecnologia desenvolvida a partir de uma população específica pode não apresentar o mesmo desempenho quando aplicada a outros grupos. Por isso, construir uma base brasileira, com diferentes fototipos de pele, regiões, condições de vida e perfis epidemiológicos é essencial” ressaltou o secretário de Vigilância em Saúde e Ambiente do Ministério da Saúde, Fabiano Geraldo Pimenta Junior.

    Fonte: Agência Brasil (Bruno Bocchni – Repórter da Agência Brasil). Notícia reproduzida com crédito, conforme as regras da agência.