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Categoria: Economia

  • Durigan diz que é preciso dar condições para a queda dos juros

    Durigan diz que é preciso dar condições para a queda dos juros

    Um dia depois de o Comitê de Política Monetária (Copom) anunciar a manutenção da taxa básica de juros Selic em 13,75% ao ano, o ministro da Fazenda, Dario Durigan, considera que o valor ainda é muito alto.

    Segundo ele, é preciso que haja condições para uma queda sustentável dessa taxa no país.

    “É uma taxa de juros bastante alta, muito ruim para economia, para todos os setores, mesmo o setor financeiro, o setor produtivo. Nós precisamos fazer as medidas necessárias para que a gente dê as condições e, de maneira sustentável e estrutural, a taxa de juros diminua do Brasil”, afirmou o ministro, em coletiva à imprensa nesta quinta-feira (5).

    “O esforço que nós temos que fazer no governo Lula 4 é dar as condições corretas, estruturais, corretos estímulos para que a gente diminua a taxa de juros”, acrescentou.

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    O ministro explicou que o governo continuará trabalhando para fechar as contas públicas com superávit, com os ajustes necessários.

    “A gente nunca vai propor medidas que prejudiquem as pessoas mais pobres. Ao contrário, quando a gente vai fazendo ajustes graduais, vai implementando medidas olhando para corte de privilégio, a retomada de uma série de revisões de benefícios, revisões de gasto primário, a gente dá as condições para que o orçamento seja superavitário”, disse.

    Fonte: Agência Brasil (Vitor Abdala – Repórter da Agência Brasil). Notícia reproduzida com crédito, conforme as regras da agência.

  • IBGE abre seleção para mais de 27 mil recenseadores temporários

    IBGE abre seleção para mais de 27 mil recenseadores temporários

    O Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE) abriu processo seletivo para contratar 27.279 recenseadores temporários que atuarão no 12º Censo Agropecuário, Florestal e Aquícola. As inscrições poderão ser feitas a partir das 10h do dia 6 de novembro até as 23h59 do dia 25 de novembro no site da Fundação Cesgranrio.

    De acordo com o edital publicado nesta quarta-feira (4) no Diário Oficial da União, a taxa de inscrição é de R$ 70. Os candidatos selecionados serão contratados, por seis meses, para coletar informações em estabelecimentos agropecuários em todo o país.

    A remuneração será composta por uma parcela fixa mensal de R$ 1.741 e uma parcela variável por produção, limitada a R$ 2.629. Com isso, o valor total poderá chegar a R$ 4.370, conforme o desempenho do recenseador e o cumprimento das metas de coleta estabelecidas pelo instituto.

    Além da remuneração, os contratados terão direito a auxílio-alimentação de R$ 1.192, auxílio pré-escolar, férias e 13º salário proporcionais, adicional de um terço de férias e auxílio para custeio de deslocamentos relacionados ao trabalho.

    Veja algumas das principais informações:

    Assunto

    Detalhes

    Cargo

    Recenseador

    Vagas

    27.279

    Inscrições

    6 a 25 de novembro de 2026

    Taxa de inscrição

    R$ 70

    Parcela fixa da remuneração

    R$ 1.741

    Parcela variável máxima

    R$ 2.629

    Auxílio-alimentação

    R$ 1.192

    Duração inicial do contrato

    Até 6 meses

    Banca organizadora

    Fundação Cesgranrio

    Atividades

    Os recenseadores serão responsáveis por identificar, localizar e visitar estabelecimentos agropecuários nos setores sob sua responsabilidade.

    Entre as atribuições estão a realização de entrevistas presenciais com produtores rurais, o preenchimento de questionários eletrônicos em dispositivos móveis, a atualização de cadastros e o registro de coordenadas geográficas das propriedades visitadas.

    Também caberá aos profissionais transmitir os dados coletados ao sistema do IBGE, cumprir metas de produtividade e qualidade, participar de treinamentos e manter sigilo sobre as informações prestadas pelos entrevistados.

    O prazo de contratação poderá ser prorrogado, desde que o período total não ultrapasse quatro anos, conforme a legislação que rege as contratações temporárias na administração pública federal.

    Fonte: Agência Brasil (Agência Brasil). Notícia reproduzida com crédito, conforme as regras da agência.

  • Ministro diz que novos impostos não trazem aumento de carga tributária

    Ministro diz que novos impostos não trazem aumento de carga tributária

    O ministro da Fazenda, Dario Durigan, afirmou nesta quinta-feira (5) que os dois novos impostos que entram em vigor a partir do início de 2027 não representam aumento de carga tributária. Segundo ele, o Imposto Seletivo e a Contribuição sobre Bens e Serviços (CBS) substituem tributos já existentes.

    “A gente tem que considerar que são dois impostos novos, enquanto a gente acaba com cinco. São dois impostos que dão racionalidade e unificam a legislação sobre consumo”, argumentou Durigan. “Então não vai haver aumento de carga. Vamos ter ganho de transparência e racionalidade na tributação do consumidor.”

    Os dois impostos foram criados pela Emenda Constitucional 132/2023, conhecida como Reforma Tributária.

    A Medida Provisória (MP) 1.399/2026, que define as alíquotas e normas complementares do Imposto Seletivo, foi publicada nesta quarta-feira (4) no Diário Oficial da União. O texto já foi encaminhado ao Congresso, de acordo com o ministro.

    O Imposto Seletivo substitui o Imposto sobre Produtos Industrializados (IPI) e incidirá sobre bens e serviços considerados prejudiciais à saúde ou ao meio ambiente.

    “Ele vai incidir sobre exclusivamente sobre bebida alcoólica, refrigerante, bebida açucarada, tabaco, carro, embarcação. Então, são alguns poucos itens. Com o fim do IPI para a indústria como um todo, a indústria fica desonerada, e a gente passa a ter o imposto seletivo sobre esses poucos setores.”

    Durigan espera que a MP avance com rapidez no Congresso Nacional, uma vez que a matéria está “bem pactuada” e foi o próprio Legislativo que aprovou a criação do imposto.

    Fonte: Agência Brasil (Vitor Abdala – Repórter da Agência Brasil). Notícia reproduzida com crédito, conforme as regras da agência.

  • Produção da indústria recua 0,8% em setembro; 4ª queda em cinco meses

    Produção da indústria recua 0,8% em setembro; 4ª queda em cinco meses

    A produção da indústria brasileira apresentou queda de 0,8% na passagem de agosto para setembro. O resultado representa a quarta retração no intervalo de cinco meses.

    Os dados fazem parte da Pesquisa Industrial Mensal (PIM), divulgada nesta quinta-feira (5) pelo Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE).

    De acordo com a Secretaria de Política Econômica do Ministério da Fazenda, o dado de setembro veio abaixo da mediana das expectativas de mercado (-0,4%).

    No acumulado de 12 meses, a produção industrial apresenta alta de 0,2%. De acordo com o analista da pesquisa, André Macedo, o desempenho das fábricas brasileiras nos últimos meses revelam “clara redução na magnitude de crescimento”.

    Nos cinco últimos meses, a perda acumulada chega a 4,1%, o que elimina parte do ganho de 4,2% verificado nos quatro primeiros meses do ano.

    Com os números de setembro, a indústria fica posicionada 16,5% abaixo do patamar mais alto já registrado, que pertence a maio de 2011.

    Veja o comportamento do setor nos últimos meses:

    • Setembro: -0,8%
    • Agosto: -07%
    • Julho: 0%
    • Junho: -1,6%
    • Maio: -1%

    Queda disseminada

    Macedo detalha que na passagem de agosto para setembro, houve “perfil disseminado de taxas negativas”, alcançando três das quatro grandes categorias econômicas e 17 das 25 atividades industriais pesquisadas.

    Veja o comportamento por grande categoria econômica:

    • bens de capital (máquinas e equipamentos): -1,9%
    • bens de consumo semi e não duráveis: -1,2%
    • bens intermediários (produtos utilizados na produção de outros bens): -0,7%
    • bens de consumo duráveis: 0,7%

    Entre as atividades, as principais influências negativas foram coque (derivado do carvão), produtos derivados do petróleo e biocombustíveis (-4,2%) e produtos alimentícios (-1,7%).

    Macedo explica que a produção de álcool etílico e de açúcar responderam por grande parte das perdas.

    “Vale destacar que essas atividades foram pressionadas pela redução no processamento da cana-de-açúcar, refletindo, em grande parte, os impactos provocados pelo maior volume de chuvas”.

    Por outro lado, o crescimento nas indústrias extrativas (1,7%) exerceu a principal influência positiva na média da indústria. “Nesta atividade, os destaques ficaram por conta da maior extração de óleos brutos do petróleo, gás natural e minérios de ferro”, analisa.

    Em relação a setembro do ano passado, a produção industrial caiu 2,5%, o recuo mais acentuado desde março de 2024 (-2,9%).

    O IBGE aponta que a comparação foi afetada pelo efeito calendário (setembro de 2026 teve um dia útil a menos) e por uma elevada base de comparação, já que a indústria avançou 2% em setembro de 2025.

    Fonte: Agência Brasil (Bruno de Freitas Moura – Repórter da Agência Brasil). Notícia reproduzida com crédito, conforme as regras da agência.

  • Governo publica MP das alíquotas do Imposto Seletivo para 2027

    Governo publica MP das alíquotas do Imposto Seletivo para 2027

    O governo federal publicou, nesta quarta-feira (4), a Medida Provisória 1.399/2026. O texto define as alíquotas e normas complementares do Imposto Seletivo, que incidirá sobre bens e serviços considerados prejudiciais à saúde ou ao meio ambiente, a partir de 2 de fevereiro de 2027.

    O tributo foi instituído pela Emenda Constitucional 132/2023, conhecida como Reforma Tributária, e substituirá o Imposto sobre Bens Industrializados (IPI).

    A MP publicada no Diário Oficial define as regras de transição do atual modelo tributário para o novo sistema. O regime estabelecido pelo texto terá caráter temporário e ficará em vigor até 31 de dezembro de 2027.

    Nesse período de 11 meses, as alíquotas do Imposto Seletivo aplicáveis a veículos, aeronaves, embarcações, produtos fumígenos, bebidas alcoólicas e bebidas açucaradas corresponderão às atuais alíquotas do IPI, após a aplicação de fatores específicos de conversão.

    Segundo a Casa Civil da Presidência da República, a MP estabelece critérios de sustentabilidade e eficiência energética para a definição das alíquotas incidentes sobre veículos, aeronaves e embarcações.

    Algumas categorias de veículos terão alíquota zero, incluindo aqueles adquiridos por pessoas com deficiência ou com transtorno do espectro autista e por motoristas profissionais que utilizem o automóvel na categoria de aluguel (táxi). Também terão o benefício os veículos com registro de versão sustentável, concedido pelo Ministério do Desenvolvimento, Indústria, Comércio e Serviços.

    O Imposto Seletivo também incidirá sobre caminhões com peso bruto total igual ou superior a 3.500 quilos, exceto picapes, além de veículos, aeronaves e embarcações com características técnicas específicas destinados ao uso operacional das Forças Armadas ou dos órgãos de segurança pública.

    Bens minerais extraídos terão alíquotas reduzidas a zero até 31 de dezembro de 2027. O regime permanente para esses itens será objeto de discussão legislativa específica. Loterias como Mega-Sena, Lotofácil e Loteca terão alíquota de 0,5%.

    Junto a essa medida provisória será apresentada ao Congresso proposta de emenda à Constituição (PEC) para prorrogar a incidência do IPI incidente sobre bens prejudiciais à saúde ou ao meio ambiente, até que haja pleno efeito do Imposto Seletivo. O objetivo é evitar a desoneração sobre produtos gravosos à saúde.

    Um eventual aumento da arrecadação estimada com o Imposto Seletivo será compensado por redução equivalente da alíquota de referência e da arrecadação estimada da Contribuição sobre Bens e Serviços (CBS). O oposto ocorrerá se houver queda na arrecadação.

    As alíquotas definitivas, a serem aplicadas a partir de 1º de janeiro de 2028, serão discutidas no Congresso. O governo deve apresentar ao Legislativo um projeto de lei até 31 de maio de 2027, com a definição dessas taxas.

    Fonte: Agência Brasil (Agência Brasil). Notícia reproduzida com crédito, conforme as regras da agência.

  • Anatel publica novas regras para prevenir fraudes por meio de SMS

    Anatel publica novas regras para prevenir fraudes por meio de SMS

    A Agência Nacional de Telecomunicações (Anatel) publicou no Diário Oficial da União (DOU) desta quarta-feira (4) novas regras para ampliar a segurança dos usuários de telefonia móvel e dificultar a aplicação de golpes por meio de mensagens de texto (SMS).

    Com as regras, as operadoras de telefonia móvel ficam obrigadas a bloquear mensagens originadas de códigos não registrados. Cada código curto deverá estar vinculado exclusivamente a uma única empresa, facilitando a identificação da origem dos envios.

    As exigências se aplicam ao SMS na modalidade A2P (Application-to-Person), utilizada por empresas para enviar mensagens automatizadas aos usuários. Nesse modelo, o remetente é identificado por um código curto, geralmente composto por poucos dígitos, como “29222”, em vez de um número de celular convencional.

    O Conselho Diretor da Anatel determinou às prestadoras de telefonia móvel que, no prazo de até 90 dias, adotem medidas relativas ao envio dessas mensagens, como a implementação e manutenção de diretório setorial centralizado de códigos curtos, disponível para consulta pública, que permita identificar as pessoas jurídicas responsáveis pelo encaminhamento das mensagens e restrição do uso do serviço de envio de mensagens SMS A2P a pessoas jurídicas devidamente identificadas.

    As operadoras terão de assegurar que cada código curto utilizado para identificar os remetentes das mensagens seja destinado ao uso exclusivo de uma única pessoa jurídica, vedado seu compartilhamento.

    Fonte: Agência Brasil (Douglas Corrêa – Repórter da Agência Brasil). Notícia reproduzida com crédito, conforme as regras da agência.

  • Dólar cai a R$ 5,45 após eleições nos EUA e antes do Copom

    Dólar cai a R$ 5,45 após eleições nos EUA e antes do Copom

    O dólar fechou em queda nesta quarta-feira (4), acompanhando o enfraquecimento da moeda estadunidense no exterior após a vitória dos democratas nas eleições de meio de mandato nos Estados Unidos. A bolsa avançou mais de 1%, recuperou os 167 mil pontos e interrompeu uma sequência de seis baixas consecutivas.

    Os investidores também acompanharam a expectativa pela decisão do Comitê de Política Monetária (Copom) sobre a Selic. O mercado fechou antes do anúncio da manutenção dos juros básicos da economia em 13,75% ao ano.

    Principais números

    • Dólar à vista: R$ 5,451 (-0,64%);
    • Ibovespa: 167.563,47 pontos (+1,23%);
    • Dólar global (índice DXY): 101,520 pontos (-0,2%);
    • Petróleo Brent: US$ 94,62 por barril (-8,67%).

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    Câmbio

    A moeda estadunidense encerrou o dia em baixa frente ao real, depois de três pregões consecutivos de alta. O movimento foi influenciado pelo resultado das eleições legislativas nos Estados Unidos, em que os democratas conquistaram maioria no Senado e na Câmara dos Deputados.

    O resultado reduziu a percepção de risco de mudanças bruscas na política econômica estadunidense e contribuiu para o enfraquecimento do dólar globalmente. A queda dos rendimentos dos títulos do Tesouro dos Estados Unidos também favoreceu moedas de países emergentes.

    No Brasil, contudo, os ganhos do real foram limitados pela cautela dos investidores diante das incertezas fiscais e da expectativa sobre a condução da política econômica no próximo governo. A decisão do Copom sobre a taxa básica de juros também esteve no radar.

    O dólar chegou a R$ 5,498 na máxima da sessão, por volta das 13h30, mas se firmou em terreno negativo ao longo da tarde.

    Ibovespa interrompe perdas

    O Ibovespa subiu 1,23%, aos 167.563,47 pontos, após seis pregões consecutivos de queda. Na máxima do dia, pouco antes das 14h, o índice chegou a 167.986,37 pontos.

    O desempenho acompanhou o ambiente mais favorável aos ativos de risco no exterior, impulsionado pela vitória dos democratas nos Estados Unidos. A melhora no cenário global favoreceu ações de bancos, da Vale e de outras empresas sensíveis aos juros.

    Na contramão, os papéis da Petrobras, os mais negociados na bolsa, recuaram significativamente, acompanhando a queda do petróleo no mercado internacional. O Brent para janeiro caiu 8,67%, a US$ 94,62 por barril.

    O pregão brasileiro terminou antes da divulgação da decisão do Copom, que era aguardada pelos investidores. A expectativa de parte do mercado era pela manutenção da Taxa Selic em 13,75% ao ano.

    * com informações da Reuters

    Fonte: Agência Brasil (Wellton Máximo – Repórter da Agência Brasil*). Notícia reproduzida com crédito, conforme as regras da agência.

  • Setor produtivo critica manutenção da Selic em 13,75% ao ano

    Setor produtivo critica manutenção da Selic em 13,75% ao ano

    A manutenção da taxa básica de juros (Selic) em 13,75% ao ano pelo Comitê de Política Monetária (Copom) do Banco Central foi alvo de críticas do setor produtivo. Entidades da indústria e do comércio apontam prejuízos à atividade econômica, ao crédito, aos investimentos e ao orçamento público. O deputado Lindbergh Farias (PT-RJ) também criticou a decisão.

    CNI cobra redução

    Em nota, a Confederação Nacional da Indústria (CNI) classificou a decisão como equivocada e excessivamente conservadora. Para a entidade, a manutenção dos juros elevados encarece o crédito, prejudica empresas e famílias e desacelera a economia.

    O presidente da confederação, Ricardo Alban, defendeu a retomada dos cortes na próxima reunião do Copom, prevista para dezembro.

    “É possível continuar diminuindo os juros em ritmo compatível com a convergência da inflação para a meta, sem impor à economia um custo maior do que o necessário para assegurar a estabilidade dos preços”, afirmou.

    A entidade também destacou o aumento do endividamento das famílias e a pressão sobre os custos de financiamento das empresas.

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    Apas aponta impacto

    O economista-chefe da Associação Paulista de Supermercados (Apas), Felipe Queiroz, afirmou que os juros elevados prejudicam comércio, serviços e indústria, além de limitar o consumo e os investimentos.

    “Está na hora de o Banco Central adotar uma política monetária que tanto controle a inflação quanto não prejudique o ritmo de atividade econômica”, declarou.

    Queiroz acrescentou que a taxa de juros é um impedimento ao crescimento econômico e citou a expectativa de expansão inferior a 2% neste ano.

    Centrais criticam decisão

    A Confederação Nacional dos Trabalhadores do Ramo Financeiro (Contraf-CUT) e a Central Única dos Trabalhadores (CUT) criticaram a manutenção da Selic. Para a presidenta da Contraf-CUT e vice-presidente da CUT, Juvandia Moreira, a política monetária amplia o endividamento e compromete recursos públicos.

    “Quanto mais alta a Selic, maior também será a dívida do Estado, com menos recursos sobrando para o que importa, como saúde, educação e segurança”, afirmou.

    A Força Sindical, por sua vez, classificou a decisão como “irracional, nefasta e desastrosa”. O presidente da entidade, Miguel Torres, afirmou que os juros altos restringem o crédito, a produção e a geração de empregos.

    Lindbergh acusa mercado

    O deputado federal Lindbergh Farias atribuiu a manutenção dos juros à pressão do mercado financeiro após a eleição presidencial.

    “É inadmissível que, depois da derrota de seu candidato, a Faria Lima passe a torcer contra o Brasil e use os juros como instrumento de pressão sobre o governo eleito”, afirmou o parlamentar em postagem nas redes sociais.

    Para o deputado, a decisão do Copom encarece o crédito e sufoca a produção. Lindbergh também cobrou explicações do Banco Central sobre a interrupção do ciclo de cortes e defendeu investimentos em indústria, ciência e infraestrutura.

    Fonte: Agência Brasil (Wellton Máximo – Repórter da Agência Brasil). Notícia reproduzida com crédito, conforme as regras da agência.

  • Fenabrave prevê aumento de 12,8% na venda de veículos novos em 2026

    Fenabrave prevê aumento de 12,8% na venda de veículos novos em 2026

    A Federação Nacional da Distribuição de Veículos Automotores (Fenabrave) aumentou a projeção de crescimento para as vendas de veículos novos em 2026 de 8,6% para 12,8%. A expectativa foi divulgada nesta quarta-feira (4), com os dados de emplacamentos de veículos novos no país em outubro.

    A previsão é de que o setor, como um todo, deve vender quase 5,6 milhões de unidades no ano. Entre janeiro e outubro, foram emplacadas 4.722.650 unidades, o que já representa um crescimento de 12,62% sobre igual período de 2025.

    De acordo com a Fenabrave, este foi o segundo maior resultado acumulado da série histórica, atrás apenas do registrado em 2011.

    “Os resultados acumulados permitem uma avaliação mais favorável para o fechamento do ano, principalmente entre automóveis e comerciais leves. Ao mesmo tempo, continuamos projetando retração para caminhões e ônibus, ainda que menores que as estimadas em julho, mas abaixo do que prevíamos em janeiro”, disse Arcelio Junior, presidente da Fenabrave.

    Para a federação, o resultado mostra que o mercado brasileiro mantém ritmo consistente de crescimento, ainda que com ajustes pontuais.

    “Observamos uma recuperação gradual em segmentos como caminhões, ônibus e implementos rodoviários, cuja queda acentuada vem retrocedendo ao longo dos meses, notadamente, após a implantação do Programa Move Brasil”, acrescentou Arcelio Junior.

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    Queda em outubro

    As vendas desses veículos tiveram queda de 4,06% em outubro, na comparação com setembro, segundo o balanço. Em relação a outubro de 2025, também houve retração, de 0,85%.

    A Fenabrave avalia que a retração de outubro foi influenciada pelo calendário, já que outubro do ano passado teve 23 dias úteis, enquanto neste ano foram 21.

    O total de 489.119 emplacamentos no mês passado inclui automóveis, veículos comerciais leves (picapes e furgões), ônibus, caminhões, motos e implementos rodoviários, como reboques e carrocerias.

    Veículos elétricos

    Um fator que tem contribuído para o bom desempenho no ano é a venda dos veículos eletrificados, que apresentaram crescimento superior a 130% no acumulado do ano, com 524.766 unidades emplacadas. Isso considera tanto os modelos híbridos quanto os totalmente elétricos.

    Considerando-se apenas automóveis e veículos comerciais leves, a participação dos eletrificados praticamente dobrou no país: atualmente, eles já representam 20,54% dos emplacamentos no Brasil, diz a Fenabrave. No ano passado, isso correspondia a 10,67%.

    Desempenho por segmentos

    O segmento de automóveis e comerciais leves continua tendo um bom crescimento no ano, informou a Fenabrave. No acumulado do ano, o crescimento foi de 17,29%, com 2.410.505 unidades emplacadas.

    Considerando-se apenas o mês de outubro, houve queda de 5,48% em relação a setembro e crescimento de 2,5% ante outubro do ano passado.

    Quanto aos segmentos de caminhões e ônibus, a queda persiste, apesar de alguma recuperação no ano. No acumulado do ano, o recuo foi de 4,18%, enquanto, em setembro, a queda foi de 8,36%. Em relação a outubro de 2025, as vendas caíram 10,26%.

    Já as motocicletas cresceram 8,90% no ano, com 1.985.816 unidades emplacadas, maior volume acumulado de sua série histórica.

    “A motocicleta atende tanto às necessidades de mobilidade individual quanto às atividades profissionais, especialmente nas cidades. Essa diversidade de utilização contribui para manter a demanda elevada, ainda que com pequenos ajustes pontuais de um mês para o outro, como os que ocorreram em outubro, em função do menor número de dias úteis em relação a outubro do ano passado”, afirma Arcelio Junior.

    Fonte: Agência Brasil (Elaine Patricia Cruz – Repórter da Agência Brasil). Notícia reproduzida com crédito, conforme as regras da agência.

  • Banco Central surpreende e mantém juros básicos em 13,75% ao ano

    Banco Central surpreende e mantém juros básicos em 13,75% ao ano

    As tensões em torno do câmbio e do fenômeno climático El Niño fizeram o Banco Central (BC) botar o pé no freio. Por unanimidade, o Comitê de Política Monetária (Copom) manteve a Taxa Selic, juros básicos da economia, em 13,75% ao ano.

    Em comunicado, o Copom informou que as incertezas se ampliaram nas últimas semanas e que as expectativas de inflação continuam acima da meta. O órgão não deu pistas sobre a trajetória dos juros nas próximas reuniões.

    “O contexto atual, caracterizado por taxa Selic substancialmente contracionista, aumento significativo das incertezas em torno do cenário base, expectativas de inflação mais elevadas, e desaceleração da atividade econômica doméstica mais acentuada, apresenta um cenário desafiador para a política monetária, demandando serenidade e cautela na sua condução”, destacou o BC.

    A decisão surpreendeu o mercado financeiro, que esperava um corte de 0,25 ponto percentual. No entanto, uma parte das instituições apostavam na manutenção da taxa.

    De junho de 2025 a março de 2026, a Selic ficou em 15% ao ano, o maior nível em quase 20 anos. Desde abril, o Copom cortou os juros cinco vezes, num cenário de queda da inflação. No entanto, o agravamento da guerra no Oriente Médio, o início do fenômeno El Niño e a recente instabilidade cambial dificultam o trabalho do órgão.

    O Copom está desfalcado porque o mandato dos diretores de Organização do Sistema Financeiro, Renato Gomes, e de Política Econômica, Diego Guillen, expirou no fim de 2025. O presidente Luiz Inácio Lula da Silva ainda não encaminhou as indicações dos substitutos ao Congresso Nacional.

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    Inflação

    A Selic é o principal instrumento do Banco Central para manter sob controle a inflação oficial, medida pelo Índice Nacional de Preços ao Consumidor Amplo (IPCA). Em outubro, o IPCA-15, prévia do índice oficial ficou em 0,32%, beneficiado pela queda nas contas de luz.

    No acumulado de 12 meses, o índice subiu de 4,5% para 4,62%, acima do teto da meta de inflação. O Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE) divulgará o IPCA cheio de setembro no próximo dia 12.

    Pelo novo sistema de meta contínua, em vigor desde janeiro de 2025, a meta de inflação que deve ser perseguida pelo BC, definida pelo Conselho Monetário Nacional, é de 3%, com intervalo de tolerância de 1,5 ponto percentual para cima ou para baixo. Ou seja, o limite inferior é 1,5% e o superior é 4,5%.

    No modelo de meta contínua, a meta passa ser apurada mês a mês, considerando a inflação acumulada em 12 meses. Em novembro de 2026, a inflação desde dezembro de 2025 é comparada com a meta e o intervalo de tolerância. Em dezembro de 2026, o procedimento se repete, com apuração a partir de janeiro de 2026. Dessa forma, a verificação se desloca ao longo do tempo, não ficando mais restrita ao índice fechado de dezembro de cada ano.

    No último Relatório de Política Monetária, divulgado no fim de setembro pelo Banco Central, a autoridade monetária manteve, em 5,2% a previsão do IPCA em 2026, mas a estimativa será revista, por causa da recente queda da inflação. A próxima edição do documento será divulgada no fim deste mês.

    As previsões do mercado estão em linha com as da autoridade monetária. De acordo com o boletim Focus, pesquisa semanal com instituições financeiras divulgada pelo BC, a inflação oficial deverá fechar o ano em 5,22%, acima do teto da meta, de 4,5%. Antes do início da guerra no Oriente Médio, as estimativas do mercado estavam em 3,95%.

    Crédito menos caro

    A redução da taxa Selic impulsiona a economia. Isso porque juros mais baixos barateiam o crédito e estimulam a produção e o consumo. Por outro lado, taxas menores dificultam o controle da inflação. No último Relatório de Política Monetária, o Banco Central reduziu para 1,8% a previsão de crescimento da economia em 2026.

    O mercado projeta crescimento um pouco mais baixo. Segundo a última edição do boletim Focus, os analistas econômicos preveem expansão de 1,76% do PIB em 2026. Há quatro semanas, a estimativa estava em 1,85%

    A taxa básica de juros é usada nas negociações de títulos públicos no Sistema Especial de Liquidação e Custódia (Selic) e serve de referência para as demais taxas de juros da economia. Ao reajustá-la para cima, o Banco Central segura o excesso de demanda que pressiona os preços, porque juros mais altos encarecem o crédito e estimulam a poupança.

    Ao reduzir os juros básicos, o Copom barateia o crédito e incentiva a produção e o consumo, mas enfraquece o controle da inflação. Para cortar a Selic, a autoridade monetária precisa estar segura de que os preços estão sob controle e não correm risco de subir.

    Fonte: Agência Brasil (Wellton Máximo – Repórter da Agência Brasil). Notícia reproduzida com crédito, conforme as regras da agência.